Há muito tempo venho percebendo uma mudança no visual extravagante que muitos músicos usavam no começo dos aos 90 e que se estendeu até meados dos anos 2000. Agora, já no final da década, vejo que o salto baixou e muitos cantores e instrumentistas não se mostram mais como deuses intocáveis, mas apenas como talentosos e virtuosos que são.
Com o passar dos anos - até por tê-los como referência - fui acompanhando a mudança de visual de cada um. Nos anos 80, todos usavam botas, calças e coletes de couro, cabelos longos e um semblante sisudo, faltando apenas um pedestal para que fossem endeusados pela plasticidade de seus movimentos, velocidade de suas palhetadas e ligaduras ou tonalidade que suas vozes alcançavam. Hoje, mais pé no chão e com suas carreiras consolidadas, embora já não sob os holofotes do Mainstream, estes artistas se portam como músicos muito mais simpáticos, menos egocêntricos e com visual mais clean. *Dá até para desconfiar se isso tem a ver com maturidade ou se é crise de meia idade mesmo...
Muito bem, a verdade é que uma vez passada a onda Poser dos anos 80, o Grunge e seu minimalismo nos anos 90, todos perceberam que o visual é sim, importante, como já citei aqui anteriormente, mas com o surgimento de novos artistas e mídias como a Internet, onde todos estão cada vez mais próximos de seu público, artistas de "grande porte" têm que se adaptar e por os pés no chão. Se adequarem aos patamares da nova geração, falando a mesma língua. Insistir em um visual e uma sonoridade retrô, talvez mantenha os fãs de antigamente (ou nem eles), mas não conquistará provavelmente uma grande parcela da geração Y, a conhecida Geração Internet.
É comum vermos os artistas de antigamente, que andavam dentro de uma redoma, serem vistos com suas bermudas, camisetas e tênis, algo muito diferente do visual citado acima. Já é possível acreditar que estes caras fazem compras no supermercado, vão ao banheiro, têm seus próprios ídolos e que assistem às mesmas séries que nós; aliás, assistem, pois quem acompanha algum artista no Twitter ou em um blog pessoal, percebe que seus gostos são muito parecidos com o de qualquer um e mostram em reality shows ou em seus posts diários que ser normal é a bola da vez.
A única coisa que nos separa deles, e isso é algo que cada um tem que correr atrás, é a dedicação ao instrumento e os caminhos percorridos até chegarem onde estão hoje. Mas com a Internet isso está cada vez mais perto de cada um de nós. Se hoje o visual não exige o cabelo com laquê, dedique-se, acredite, faça bem feito e nunca esqueça o principal: A essência da música dentro de você.
Até a próxima!
Um blog criado para compartilhar experiências na carreira de músico e ajudar quem está entrando na profissão. Dicas, cases "de sucesso ou não" e comparações com outras profissões serão as formas utilizadas para debater temas ligados à profissão de músico.
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terça-feira, 11 de agosto de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Aprenda a compor e editar músicas em casa a partir de um home studio
Segue uma matéria muito interessante que saiu no Uol Tecnologia no dia (05/02/2009) sobre edição em home estúdio. Estou postando para contribuir com a propagação deste conteúdo que interessa a todos os músicos que pretendem eternizar suas inspirações.
Aprenda a compor e editar músicas em casa a partir de um home studio (PEDRO MARQUES | Para o UOL Tecnologia)
Qualquer um com um pouco de paciência e com bastante inspiração pode compor, editar e montar músicas dentro de casa, como fizeram muitos artistas que viraram sucesso. O UOL Tecnologia compilou uma série de dicas para você também despertar o músico dentro de si.
Tudo começa definindo onde será seu "estúdio". Pode ser simplesmente seu quarto, mas quem pretende gravar uma banda de modo profissional vai ter que investir na reforma de um espaço e comprar equipamentos mais caros.
Passo a passo para montar um estúdio em casa
Depois, um computador relativamente novo, com bastante memória e uma placa de som bacana pode ser mais do que suficiente para rodar os programas que gravam e editam as músicas. Para deixar o trabalho mais fácil e mais profissional, um controlador Midi e acessórios, como alto-falantes e microfones.
Vendo assim, até parece difícil, mas antes da invenção dos computadores, editar uma simples música dava um trabalho danado. Isso porque boa parte das edições era feita em gravadores de rolo. Montar uma simples música, por exemplo, podia ser um trabalho de vários dias. Muitas vezes, as músicas eram gravadas "ao vivo" e depois iam parar nos discos de vinil.
Além disso, não havia muitas correções ou efeitos que pudessem ser acrescentados depois que o material fosse gravado. Ou os músicos gravavam uma passagem certinho ou então tinham que gravar a música toda de novo.
É por isso que vemos várias canções, especialmente as gravadas na década de 60 e antes, com indicações como "take 1" ou "take 2" ao lado. Isso quer dizer que a versão que foi aprovada foi a primeira gravação ou a segunda ou a terceira. E assim por diante.
A evolução do computador, porém, mudou consideravelmente a maneira como as músicas são gravadas e editadas. Hoje, cada parte — vocal, guitarra, baixo e bateria — é gravada separadamente. É possível gravar uma guitarra e, mesmo que se tenha um problema em algum acorde, corrigir apenas uma nota.
Também ficou mais fácil usar diferentes fontes ou samples (pedaços de outras músicas) para compor músicas totalmente novas. Recentemente, o DJ Girl Talk usou 250 samples de 167 diferentes artistas para fazer seu terceiro disco, batizado de Night Ripper.
A parte mais divertida é que essa tecnologia está ao alcance de qualquer um que esteja disposto a montar um home studio, ou seja, um estúdio caseiro para editar música ou fazer seus próprios remixes.
Mas o mais importante, como explica Maurício Gargel, técnico de áudio e professor do IAV (Instituto de Áudio e Vídeo), é "ter uma idéia na cabeça": "Pode ser uma melodia, um ritmo, uma letra...". Nesse guia você vai conferir tudo o que precisa para montar seu home studio e transformar essas "idéias na cabeça" em realidade.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Audiovisual - Um show é mais do que só a música
Algumas coisas em propaganda são feitas de uma forma que passam despercebidas aos nossos olhos, mas não por nosso cérebro. São as chamadas "mensagens subliminares".
E um show de uma banda não é diferente. A verdade é que quanto mais sentidos a banda estimular em seu público, mais inesquecível será sua apresentação. Além da música, a banda pode e deve utilizar ferramentas audiovisuais para complementar seu show. E não estou falando só de efeitos especiais e pirotcnia, uma apresentação conta desde a imagem (roupas, acessórios, instrumentos) dos integrantes, até a atitude e carismas destes. Além disso, é claro, qualquer intervenção eletrônica, usada com moderação é bem-vinda.
Devemos lembrar que quando uma pessoa sai de casa, principalmente nos dias de hoje, com o caos do trânsito e violência a cada semáforo, esta pessoa que se desloca de sua casa até uma casa de espetáculos, procura diversão, boa música, arte, cultura ou apenas entretenimento. É o que nós fazemos também. E a apresentação da sua banda pode ser mais que apenas mais um show. Você acha que aquele telão majestoso que acompanhava as turnês do Pink Floyd estava lá porque? Entretenimento e fusões audivisuais, que nos incorporavam ao universo da música da banda! Você acha que a Madonna viaja com 30 bailarinos em suas turnês para quê? Bom, além disso que você pensou... Entretenimento, claro! E aquela piada que um vocalista qualquer faz no meio de uma música ou outra é improviso? Pode ser, mas é bem provável que seja algo criado para entreter... somar à música, criar um mito.
O que quero dizer é que músicos ou bandas podem se preocupar em mais do que apenas executar uma boa música. Isto é nossa obrigação! Se você é músico, tocar bem é obrigação. É o mínimo que se espera de um profissional. Ninguém vai a um cirugião cardíaco esperando que ele faça um cirurgia legalzinha. Uma construtora não contrata um engenheiro "meia-boca" para construir aquele centro empresarial de 30 andares (pelo menos não deveria). E uma casa noturna, uma gravadora, um ouvinte, esperam ouvir o seu melhor a cada noite que você pisa em um palco.
Então, absorva a energia do público, crie, invente, some à sua música outros tipos de arte. Isso pode fazer de você uma referência, mas no mínimo, vai fazer você encostar a cabeça no travesseiro com a sensação de missão cumprida.
Até a próxima!
Mensagem subliminar é a definição usada para o tipo de mensagem que não pode ser captada diretamente pelos sentidos humanos. Subliminar é tudo aquilo que está abaixo do limiar, a menor sensação detectável conscientemente.
E um show de uma banda não é diferente. A verdade é que quanto mais sentidos a banda estimular em seu público, mais inesquecível será sua apresentação. Além da música, a banda pode e deve utilizar ferramentas audiovisuais para complementar seu show. E não estou falando só de efeitos especiais e pirotcnia, uma apresentação conta desde a imagem (roupas, acessórios, instrumentos) dos integrantes, até a atitude e carismas destes. Além disso, é claro, qualquer intervenção eletrônica, usada com moderação é bem-vinda.
Devemos lembrar que quando uma pessoa sai de casa, principalmente nos dias de hoje, com o caos do trânsito e violência a cada semáforo, esta pessoa que se desloca de sua casa até uma casa de espetáculos, procura diversão, boa música, arte, cultura ou apenas entretenimento. É o que nós fazemos também. E a apresentação da sua banda pode ser mais que apenas mais um show. Você acha que aquele telão majestoso que acompanhava as turnês do Pink Floyd estava lá porque? Entretenimento e fusões audivisuais, que nos incorporavam ao universo da música da banda! Você acha que a Madonna viaja com 30 bailarinos em suas turnês para quê? Bom, além disso que você pensou... Entretenimento, claro! E aquela piada que um vocalista qualquer faz no meio de uma música ou outra é improviso? Pode ser, mas é bem provável que seja algo criado para entreter... somar à música, criar um mito.
O que quero dizer é que músicos ou bandas podem se preocupar em mais do que apenas executar uma boa música. Isto é nossa obrigação! Se você é músico, tocar bem é obrigação. É o mínimo que se espera de um profissional. Ninguém vai a um cirugião cardíaco esperando que ele faça um cirurgia legalzinha. Uma construtora não contrata um engenheiro "meia-boca" para construir aquele centro empresarial de 30 andares (pelo menos não deveria). E uma casa noturna, uma gravadora, um ouvinte, esperam ouvir o seu melhor a cada noite que você pisa em um palco.
Então, absorva a energia do público, crie, invente, some à sua música outros tipos de arte. Isso pode fazer de você uma referência, mas no mínimo, vai fazer você encostar a cabeça no travesseiro com a sensação de missão cumprida.
Até a próxima!
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